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Crime contra a natureza
Aves selvagens envenenadas em Idanha-Nova
Dezenas de grifos têm aparecido mortos em Idanha-a-Nova, desde sábado passado, numa propriedade junto ao Santuário da Nossa Senhora do Alortão. Até à hora de fecho desta edição a Quercus e a GNR encontraram 31 animais vítimas de envenenamento. 13 estão ainda com vida e a receber assistência no Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco (CERAS). Só no domingo foram recolhidos mais de dez grifos e um abutre negro (uma espécie muito rara em Portugal) já mortos. Cinco grifos estavam ainda com vida Na segunda-feira foram encontrados outros cinco, dois dos quais ainda com vida. Neste momento são já 31 animais afectados e poderão aparecer mais caso o foco de envenenamento não seja eliminado. O Instituto de Conservação da Natureza (ICN) e a Câmara Municipal de Idanha já cederam apoios para as buscas no terreno.
A Quercus suspeita que na origem desta catástrofe natural, inédita pela mortandade massiva, podem estar medidas de controle de predadores praticadas em zonas de caça. Apesar de ilegal o uso de veneno é ainda frequentemente utilizado para o controlo de predadores, por caçadores, agricultores. Isto para controlar raposas, outros mamíferos e cães selvagens que depois de abandonados nos campos se tornam agressivos e atacam rebanhos de ovelhas. A Quercus teme, pela gravidade da situação, que o veneno entre nas cadeias alimentares atingindo inúmeras espécies.
Autor: Cristina Mota Saraiva
Reconquista - 13-11-2003 18:01:50
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