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Sampaio concorda com a Quercus, mas... Os subscritores do documento consideram que "os sinais de secretismo" dados pelo ministério "legitimam dúvidas sobre a forma, objectivos e motivações que têm presidido até agora à elaboração de documentos base da discussão". De acordo com a Lusa, Jorge Sampaio aceitou comentar o documento para dizer que "tudo o que é debate é muito importante", mas sublinhou a necessidade de "fazer com que os parques naturais sejam organismos vivos". Isto porque, no entender do Presidente da República, "isto não pode ser uma reserva total de norte a sul do país", insistindo na necessidade de um equilíbrio entre a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento do país. O ministro do Ambiente, Amílcar Theias, que acompanhou o Presidente, rejeitou os argumentos avançados pelos subscritores do manifesto, garantindo que não há qualquer secretismo por parte do Governo em relação ao estudo em causa. "É um trabalho técnico que não está finalizado", sublinhou Amílcar Theias, assegurando que "a seu tempo haverá a discussão pública". O ministro considerou também "um pouco extemporâneo" o manifesto da Quercus alegando que o estudo não está ainda concluído. Amílcar Theias salientou que tentará "conciliar a REN com a Rede Natura 2000" e advertiu que não serve de nada ter o país inteiramente classificado "para depois não se poder cumprir". No âmbito das jornadas do Ambiente, o Presidente da República visitou durante a manhã de terça-feira Casas de Xisto, uma propriedade da Celbi, uma empresa de pasta de papel, onde ouviu uma explicação sobre o desenvolvimento da propriedade e a reconversão do eucaliptal para plantações de sobreiro. Autor: José Júlio Oliveira da Cruz 15-04-2004 18:01:50
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