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Divulgação, promoção e defesa da boa prática da pesca desportiva e
da navegação de recreio, bem como garantir a defesa dos interesses
dos seus praticantes, a conservação da natureza e a valorização da
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S SEMANÁRIO
REGIONALISTA - ANO 69.º |
CIDADE DE
TOMAR ONLINE |
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"Quinta do Troviscal ", espaço de
turismo Rural em S. Pedro |
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Estado financiou
jangada que agora é considerada ilegal |
EDIÇÃO Nº 3613
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Quando os proprietários da “Quinta do
Troviscal”, um espaço de turismo rural junto à albufeira do Castelo
do Bode, S. Pedro, recebeu um subsídio da Secretaria de Estado do
Turismo para as obras de um caminho de acesso a uma pequena jangada
de lazer, com bancos e chapéu de sol, além de um barco a remos,
estariam longe de imaginar que essa jangada e o barco, apesar de
financiados pelo Estado, seriam agora proibidos pelo Instituto da
Água no âmbito do Plano de Ordenamento da albufeira do Castelo do
Bode. |
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Em declarações à reportagem do “Cidade
de Tomar”, a proprietária, do espaço de turismo rural, Vera Castelo
Branco, diz-se estupefacta e inconformada com o absurdo da situação.
Reafirma que se trata de uma simples jangada ao serviço do turismo,
apenas para ser utilizada pelos clientes, que podem igualmente andar
de barco a remos, sendo incompreensível que esta pequena estrutura
de madeira possa provocar alguma poluição.
Além de que a uma distância de escassos cem metros é permitido um
cais de estacionamento para centenas de barcos. É compreensível o
seu inconformismo quando refere “então impedem a circulação de um
barco a remos e permitem ali adiante centenas de barcos a motor”.
Alega que a pequena jangada foi devidamente autorizada pela
Direcção-Geral de Turismo e não compreende como pode ser penalizado
este espaço de turismo rural que assegura emprego a três residentes
da freguesia, além de prestadores de serviços indirectos. Não tem
razões de queixa por parte de clientes, mesmo com as dificuldades de
acesso, afirmando mesmo que o movimento de clientes tem sido muito
bom, não compreendendo assim as absurdas restrições impostas pelo
Instituto da Água.
Do prestígio da “Quinta do Troviscal” destaca as sucessivas
reportagens em revistas da especialidade, exemplo da “Evasões”,
“Casas de Portugal”, “Activa”, “Ideias e Negócios” ou “Living”.
Mesmo assim o Instituto de Água não desarma neste objectivo de criar
complicações a quem investiu neste espaço. Recorda que, há cerca de
quinze anos, visitou este local apenas atraída pelas belezas
naturais da albufeira. Gostou imenso. A placidez do ambiente, o
reflexo da água. Tanto gostou que aqui investiu, mesmo com algumas
dificuldades. Assim nasceu a “Quinta do Troviscal”, numa das
primeiras enseadas a montante da barragem. Assim se tornou um espaço
de procura de clientes, sendo a melhor promoção a que é feita pelos
próprios utilizadores. Isto além do que considera um excelente site
(www.troviscal.com).
Entretanto criou um mapa da região, espaços de visita, restaurantes.
Recebe os clientes, dá-lhe sugestões de visitas e entrega-lhes o
mapa. Ficam todos satisfeitos.
Confessa que se sente exausta nesta luta inglória contra o Instituto
da Água. Defende que as entidades responsáveis pela manutenção da
albufeira deviam privilegiar os moradores como vigilantes
interessados, deviam estabelecer um contacto cordial de forma a que
os residentes exercessem uma acção fiscalizadora permanente e
eficaz. Em vez disso, as entidades criam conflitos, acirram
desconfortos e azedumes.
Não compreende esta falta de lógica. Alega que, no caso da jangada,
podia o Instituto da Água sugerir outra resolução em vez da que
existe em madeira, exemplo das bóias das piscinas flutuantes. Só que
não sugere, nem propõe nada – só proíbe. Só sabe proibir.
E só com proibições, a albufeira também não melhora. Fica uma
albufeira proibida. |
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